terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Coletes balísticos utilizados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo

Encontra-se na descrição e especificação das peças dos uniformes da Polícia Militar, Regulamento de Uniformes da PMESP (R-5-PM), anexo à Portaria nº PM4-001/2.1/97. O R-5-PM foi aprovado pelo Decreto Estadual nº 28.057, de 29Dez87. 
Atualmente, o uso do colete à prova de balas, também conhecido como colete balístico ou de proteção balística, adotado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, é um equipamento de proteção individual (EPI), e oferece proteção ao tronco contra riscos de origem mecânica, protegendo seus usuários de traumas e lesões. Devem fornecer como característica principal segurança e confiabilidade. Apesar do seu emprego não garantir 100% de segurança, quando o usuário usa o colete balístico é significativamente diminuída a possibilidade de ele ser fatalmente ferido ou sofrer danos em seus órgãos internos, deixando-o temporariamente incapacitado de trabalhar. Dessa forma, o nível de proteção do colete deveria ser compatível com o risco ao qual o policial se expõe, livrando-o do perigo.
A seleção do nível do colete é, até certo ponto, uma contrapartida entre a proteção balística e o desconforto do uso, pois o peso e o volume do colete são inversamente proporcionais ao nível da proteção balística que fornece, conseqüentemente, o conforto diminui enquanto o nível de proteção aumenta, limitações que são ponderadas na escolha do colete para os policiais, a fim de otimizar a relação existente entre resistência e comodidade, permitindo a liberdade para os movimentos, entretanto, os argumentos quanto ao desconforto do colete são facilmente derrubados pela proteção que ele oferece. O colete que não é usado é o que não fornece nenhuma proteção.
No Brasil, como na maioria dos países, os policiais geralmente usam coletes balísticos que protejam contra a perfuração de projéteis de armas de fogo do Nível II e do modelo dissimulado, tendo como função paralisar a trajetória do projétil impactado contra o colete e também as ondas de choques resultantes.
Confeccionado em material de polietileno e ou aramida, ou outras composições desses materiais, os coletes de Nível II oferecem proteção para os projéteis de munição até Calibre .357 Magnum JSP e 9 mm FMJ, para a proteção frontal (tórax e abdômen) e dorsal (costas), de forma que permitam a proteção das partes vitais e que obedeçam às normas exigidas pelo Ministério da Defesa – Exército Brasileiro. Este nível de proteção protege contra a maioria de armas utilizadas pelos criminosos, enquanto ainda permitem aos policiais maior conforto e mobilidade.
Em função do nível de proteção do EPI é que são determinados quais tecidos serão usados e quantas camadas desse tecido ou tipos de placas serão necessárias para parar a ameaça balística e minimizar o trauma resultante do impacto.
O tecido Kevlar® 29 tem sido o mais utilizado em coletes balísticos. É um material peso a peso cinco vezes mais resistente que o aço e 10 vezes mais que o alumínio, possui alta resistência à tração e apresenta densidade de cerca da metade da encontrada na fibra de vidro.
Não derrete, não incandesce, podendo ser usado sem degradar-se em temperaturas a níveis insuportáveis ao corpo humano.
O tecido de aramida é fabricado com uma grande quantidade de fibras finas que formam fios, que são trançados numa trama bem fechada, obtendo-se o tecido, que, portanto, pode ser costurado e inserido em diversos moldes do vestuário.
Ao sofrer impacto pelo projétil, as fibras do colete absorvem a energia do impacto e a dispersa para outras fibras do tecido, impedindo a penetração do projétil e minimizando a gravidade do trauma fechado, que consiste no aprofundamento no ponto de impacto que o corpo recebe quando o projétil se choca contra o colete.
Atualmente, os coletes de proteção balística são divididos em dois grupos principais: os coletes rígidos e os coletes macios. Os coletes rígidos são feitos com placas cerâmicas ou metálicas, rígidos o suficiente para desviar uma bala ou outro tipo de arma. Ou seja, o material rígido deflete com praticamente a mesma força que o projétil atinge o colete, impedindo sua penetração, e oferece mais proteção que o colete macio. Entretanto, é muito desconfortável sendo utilizado em situações especiais, e no uso diário, policiais e militares usam coletes de proteção macios, que, além desse modelo, pode ser usado no modelo de camisa ou jaqueta normal.
Os coletes macios são confeccionados com material flexível, sobrepostos em diversas camadas, formando uma placa protetora flexível que protege contra a perfuração de projéteis de armas de fogo. Neste trabalho, os tecidos mais utilizados são especificados pelos nomes comerciais.
Os coletes são também classificados pelos modelos: social, tático, ostensivo e tático camuflado.



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